Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


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VII. O Relacionamento Ideal entre Paciente e Terapeuta

Quem, então, é o terapeuta e quem é o paciente? No fim, todos são ambos. Aquele que precisa de cura tem que curar. Médico, cura a ti mesmo. Quem mais existe para ser curado? E quem mais tem necessidade de cura? Cada paciente que vem para um terapeuta lhe oferece uma chance para curar a si mesmo. Ele é, portanto, seu terapeuta. E cada terapeuta tem que aprender a curar com cada paciente que vem a ele. Ele assim passa a ser seu paciente. Deus não conhece a separação. Ele tem o conhecimento de que tem apenas um Filho. O Seu conhecimento se reflete no relacionamento ideal entre paciente e terapeuta. Deus vem àquele que chama, e n’Ele ele reconhece a Si mesmo.
Pensa com cuidado, professor e terapeuta, em quem é aquele por quem oras e quem é aquele que tem necessidade de cura. Pois terapia é oração, e a cura é o seu objetivo e o seu resultado. O que é a oração senão a união de mentes em um relacionamento no qual o Cristo pode entrar? Essa é a Sua casa, para a qual a psicoterapia O convida. O que é a cura de sintomas, quando há sempre um outro a ser escolhido? Mas, uma vez que Cristo tenha entrado, que outra escolha existe senão deixá-Lo ficar? Não há necessidade de nada mais do que isso, pois isso é tudo. A cura está aqui, e a felicidade e a paz. Esses são os ‘sintomas’ do relacionamento ideal entre paciente e terapeuta, substituindo aqueles com os quais o paciente veio pedindo ajuda.

O processo que acontece nesse relacionamento é, de fato, aquele no qual o terapeuta diz, no seu coração, ao paciente que todos os seus pecados foram perdoados, junto com os seus próprios. Qual poderia ser a diferença entre cura e perdão? Só Cristo perdoa, conhecendo a Sua impecabilidade. A Sua visão cura a percepção e a doença desaparece. E também não retornará uma outra vez, pois a sua causa foi removida. Isso, no entanto, precisa da ajuda de um terapeuta muito avançado, capaz de se unir com o paciente em um relacionamento santo no qual todo o senso de separação é finalmente vencido.

Para isso, uma coisa e só uma é necessária: que o terapeuta não se confunda de forma alguma com Deus. Todos os “curadores não-curados” fazem essa confusão fundamental de uma forma ou de outra, porque não podem deixar de considerar a si mesmo como seres auto-criados ao invés de criados por Deus. Essa confusão está raramente ou nunca na consciência, ou o curador não-curado passaria instantaneamente a ser um professor de Deus, devotando a sua vida à função da verdadeira cura. Antes de atingir esse ponto, ele pensava estar a cargo do processo terapêutico e era, portanto, responsável pelo seu resultado. Os erros de seu paciente assim passaram a ser os seus fracassos e a culpa veio a ser a capa escura e pesada, para o que deveria ser a santidade de Cristo. A culpa é inevitável naqueles que usam o próprio julgamento ao tomar as próprias decisões. A culpa é impossível naqueles através dos quais o Espírito Santo fala.

Fazer passar a culpa é o objetivo verdadeiro da terapia e objetivo óbvio do perdão. Nisso a sua unicidade pode ser vista claramente. Ainda assim, quem poderia vivenciar o fim da culpa sentindo-se responsável pelo seu irmão no papel de seu guia? Tal função pressupõe um conhecimento que ninguém aqui pode ter; uma certeza em relação ao passado, ao presente e ao futuro e a todos os efeitos que possam neles ocorrer. Só a partir desse ponto de vista onisciente tal função seria possível. Contudo, nenhuma é onisciente e o diminuto ser de cada um, só, contra o universo, não é capaz de assumir a posse de tal sabedoria, exceto na loucura. Que muitos terapeutas são loucos é óbvio. Nenhum curador não-curado pode ser totalmente são.

Contudo, é tão insano não aceitar a função que Deus te deu quanto inventar uma outra que Ele não te deu. O terapeuta avançado não pode nunca, de forma alguma, duvidar do poder que está nele. E também não duvida da sua Fonte. Ele compreende que todo poder na terra e no Céu pertence a ele devido a quem ele é. E isso que ele é deve ao seu Criador, Cujo Amor está nele e não pode falhar. Pensa no que isso significa: ele tem as dádivas do próprio Deus para distribuir. Os seus pacientes são os santos de Deus, que invocam a sua santidade para fazer com que pertença a eles. E à medida que ele a dá, eles contemplam a face resplandecente do Cristo que retorna o olhar que eles lhe dão.
Os insanos, pensando que são Deus, não têm medo de oferecer a fraqueza ao Filho de Deus. Mas o que vêem nele por causa disso, de fato, os atemoriza. O curador não-curado não pode senão ter medo de seus pacientes e suspeitar neles a traição que vê em si mesmo. Ele tenta curar, e algumas vezes pode conseguir. Mas não terá sucesso, exceto em certa medida e por pouco tempo. Ele não vê o Cristo naquele que chama. Que resposta pode dar àquele que parece ser um estranho, alheio à verdade e pobre em sabedoria, sem o deus que tem que ser lhe dado? Contempla o teu Deus nele, pois o que vês será a tua Resposta.

Pensa no que a união de dois irmãos realmente significa. E depois esquece o mundo e todos os seus pequenos triunfos e seus sonhos de morte. Aqueles que são o mesmo são um só, e nada agora pode ser lembrado do mundo da culpa. A sala passa a ser um templo, e a rua um riacho de estrelas que passa de leve por cima de todos os sonhos doentios. A cura está realizada, pois o que é perfeito não precisa de cura, e o que resta para ser perdoado onde não há nenhum pecado?

Sê grato, terapeuta, por poderes ver coisas tais como essas se apenas compreenderes o teu papel corretamente. Mas, se falhares nisso, terás negado que Deus te criou e assim não saberás que tu és Seu Filho. Quem é o teu irmão agora? Que santo pode vir para levar-te para casa com ele? Tu perdeste o caminho. E podes agora esperar ver nele uma resposta que te recusaste a dar? Cura, e fica também curado. Não há nenhuma outra escolha com relação à estrada que possa conduzir à paz. Ah, deixa o teu paciente entrar, pois ele veio a ti da parte de Deus. Não é a sua santidade suficiente para acordar em ti a memória d’Ele?

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PSICOTERAPIA - Propósito, Processo e Prática

 


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