Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


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2. O PROCESSO DA PSICOTERAPIA

Introdução

A psicoterapia é um processo que muda o conceito do ser. No seu ponto alto, esse ‘novo’ ser é um auto-conceito mais benéfico, mas dificilmente se pode esperar que a psicoterapia estabeleça a realidade. Essa não é a sua função. Se ela pode abrir caminho para a realidade, conseguiu o seu sucesso máximo. Toda a sua função, afinal, é ajudar o paciente a lidar com um erro fundamental: a crença segundo a qual a raiva lhe traz algo que ele realmente quer e que, por justificar o ataque, ele está protegendo a si mesmo. Seja qual for a extensão na qual ele venha a dar-se conta de que isso é um erro, nessa medida ele está verdadeiramente salvo.

Pacientes não entram num relacionamento psicoterapêutico com essa meta em mente. Ao contrário, esses conceitos significam pouco para eles, ou não precisariam de ajuda. O seu objetivo é serem capazes de manter os seus auto-conceitos exatamente como são, mas sem o sofrimento que acarretam. Todo o seu equilíbrio se baseia na crença insana de que isso é possível. E, como para a mente sã isso é claramente impossível, o que buscam é mágica. Em ilusões o impossível é facilmente realizado, mas só ao custo de tornar as ilusões verdadeiras. O paciente já pagou esse preço. Agora ele quer uma ilusão ‘melhor’.

No início, portanto, a meta do paciente e a do terapeuta não estão de acordo. O terapeuta assim como o paciente podem valorizar auto-conceitos falsos, mas as suas respectivas percepções da ‘melhora’ ainda têm que divergir. O paciente espera aprender como conseguir as mudanças que ele quer sem mudar o seu auto-conceito em qualquer medida significativa. Ele espera, de fato, estabilizá-lo suficientemente para incluir dentro dele os poderes mágicos que ele busca na psicoterapia. Ele quer fazer com que o vulnerável venha a ser invulnerável e o finito ilimitado. O ser que ele vê é seu deus, e ele busca apenas servi-lo melhor.


Independentemente da sinceridade do próprio terapeuta, ele não pode deixar de querer mudar o auto-conceito do paciente de algum modo que ele acredita ser real. A tarefa da terapia é reconciliar essas diferenças. Espera-se que ambos aprenderão a desistir dessas metas originais, pois é apenas em relacionamentos que a salvação pode ser encontrada. No início, é inevitável que tanto os pacientes quanto os terapeutas aceitem metas que não são realistas e que não estão completamente livres dos tons menores da magia. Esses são finalmente abandonados nas mentes de ambos.

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PSICOTERAPIA - Propósito, Processo e Prática

 


http://www.awakening-mind.org (English)

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