Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


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V. O Processo da Cura

Ainda que a verdade seja simples, ela tem que ser ensinada àqueles que já perderam os seus caminhos em labirintos de complexidade sem fim. Essa é a grande ilusão. Em seu rastro vem a crença inacreditável segundo a qual, para se estar seguro, é preciso controlar o desconhecido. Essa estranha crença se baseia em certos passos que nunca atingem a consciência. Em primeiro lugar, é introduzida pela crença de que existem forças a serem vencidas para que se possa viver. Em seguida, parece que essas forças podem ser mantidas à distância apenas por um auto-conceito inflado que mantém na escuridão o que é verdadeiramente sentido e busca trazer as ilusões à luz.

Vamos lembrar que aqueles que vêm a nós em busca de ajuda estão amargamente amedrontados. O que eles acreditam que pode ajudar, só lhes pode causar dano; e só o que acreditam que causará dano, pode ajudar. O progresso passa a ser impossível até que o paciente seja persuadido a reverter o seu modo distorcido de olhar para o mundo, o seu modo distorcido de olhar para si mesmo. A verdade é simples. Contudo, precisa ser ensinada àqueles que pensam que ela vai colocá-lo em perigo. Precisa ser ensinada àqueles que vão atacar porque se sentem em perigo e àqueles que precisam da lição da indefensividade acima de todas as coisas, para mostrar-lhes o que é força.

Se esse mundo fosse ideal, poderia talvez haver uma terapia ideal. E, no entanto, seria inútil em um estado ideal. Falamos de um ensinamento ideal em um mundo no qual o professor perfeito não poderia permanecer por muito tempo; o psicoterapeuta perfeito é apenas um vislumbre de um pensamento ainda não concebido. Todavia continuamos falando do que ainda pode ser feito para ajudar os insanos dentro das limitações do alcançável. Enquanto estão doentes, podem e devem ser ajudados. Nada mais do que isso é pedido à psicoterapia; nada menos do que tudo o que ele tem para dar é digno do terapeuta. Pois o próprio Deus lhe oferece o seu irmão como Aquele que o salva do mundo.

A cura é santa. Nada no mundo é mais santo do que ajudar àquele que pede ajuda. E duas pessoas chegam muito perto de Deus nessa tentativa, por mais que ela seja limitada, por mais que lhe falte sinceridade. Onde dois se uniram com a intenção da cura, Deus está presente. E Ele garantiu que em verdade os ouvirá e lhes responderá. Eles podem estar certos de que a cura é um processo que Ele dirige porque está de acordo com a Sua Vontade. Nós temos o Seu Verbo para nos guiar, enquanto tentamos ajudar os nossos irmãos. Que não nos esqueçamos de que somos impotentes por nós mesmos, e vamos nos apoiar em uma Força além do nosso pequeno escopo quanto ao que devemos ensinar, e também ao que devemos aprender.

Um irmão em busca de auxílio pode trazer-nos dádivas além das dimensões percebidas em qualquer sonho. Ele nos oferece a salvação, pois vem a nós como Cristo e Salvador. O que Ele pede é pedido por Deus através d’Ele. E o que fazemos por ele vem a ser a dádiva que damos a Deus. O sagrado pedido de ajuda do Filho santo de Deus na angústia que ele percebe, só pode ser respondido pelo seu Pai. No entanto, Ele precisa de uma voz com a qual expressar o Seu Verbo santo, de uma mão para alcançar o Seu Filho e tocar o seu coração. Em tal processo, quem poderia deixar de ser curado? Essa intenção santa é o plano do próprio Deus, através do qual o Seu Filho é salvo.

Pois dois se uniram. E agora as promessas de Deus são mantidas por Ele. Os limites colocados em ambos, paciente e terapeuta, não contarão absolutamente, pois a cura começou. O que eles têm que começar, seu Pai completará. Pois Ele nunca pediu mais do que a menor disponibilidade, o avanço mais mínimo, o mais fraco dos murmúrios em favor do Seu Nome. Pedir ajuda, seja qual for a forma que isso tome, não é senão um chamado a Ele. E Ele mandará a Sua Resposta através do terapeuta que melhor pode servir ao Seu Filho em todas as suas necessidades presentes. Talvez a resposta não pareça ser uma dádiva do Céu. Pode até parecer uma piora e não uma ajuda. Ainda assim, que o resultado não seja julgado por nós.

Em algum lugar todas as dádivas de Deus têm que ser recebidas. No tempo nenhum esforço pode ser feito em vão. Não é a nossa perfeição que nos é pedida em nossas tentativas de curar. Já estamos enganados se pensamos que haja alguma necessidade de cura. E a verdade virá a nós só através de alguém que parece compartilhar o nosso sonho de doença. Vamos ajudá-lo a perdoar a si mesmo por todas as dádivas pelas quais ele quer condenar a si mesmo sem causa. A sua cura é a nossa. E ao vermos a impecabilidade brilhar nele através do véu da culpa que cobre o Filho de Deus como uma mortalha, nós contemplamos nele a face do Cristo e compreenderemos que não é senão a nossa.

Vamos ficar em silêncio diante da Vontade de Deus, e fazer o que ela determinou que façamos. Há apenas um caminho pelo qual podemos chegar onde todos os sonhos começaram. E é lá que vamos deixá-los de lado, para vir embora em paz para sempre. Ouve o pedido de ajuda de um irmão e responde-o. Será a Deus que responderá, pois O chamaste. Não há nenhum outro caminho para buscar o Seu Filho. Não há nenhum outro caminho para ouvir a Sua Voz. Não há nenhum outro caminho para buscar o Seu Filho. Não há nenhum outro caminho para achar o teu Ser. A cura é santa, pois o Filho de Deus retorna ao Céu através do seu abraço benigno. Pois a cura lhe diz, através da Voz por Deus, que todos os seus pecados foram perdoados.

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PSICOTERAPIA - Propósito, Processo e Prática

 


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