Fundação para o Despertar da Mente (Awakening Mind )


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II. O Lugar da Religião na Psicoterapia

Para ser um professor de Deus não é necessário ser religioso ou sequer acreditar em Deus em qualquer medida reconhecível. É necessário, contudo, ensinar o perdão ao invés da condenação. Mesmo nisso não é preciso que haja uma dedicação consistente, pois alguém que tivesse chegado a esse ponto poderia ensinar a salvação de forma completa, em um instante e sem uma palavra. Mas aquele que aprendeu todas as coisas não precisa de professor, e os curados não precisam de terapeuta. Os relacionamentos ainda são o templo do Espírito Santo e serão feitos perfeitos no tempo e restaurados à eternidade.

A religião formal não tem lugar na psicoterapia, mas também não tem realmente lugar na religião. Nesse mundo, há uma tendência surpreendente de juntar palavras contraditórias em um termo sem que se perceba a contradição de forma alguma. A tentativa de dar uma forma à religião é tão obviamente uma tentativa do ego para reconciliar o irreconciliável que dificilmente seria necessário elaborar sobre esse ponto. Religião é experiência: psicoterapia é experiência. Nos seus níveis mais altos podem unificar-se. Nenhuma das duas é a verdade em si mesmas, mas ambas podem conduzir a verdade. O que poderia ser necessário para encontrar a verdade, que permanece perfeitamente óbvia, a não ser remover os obstáculos aparentes à verdadeira consciência?

Ninguém que aprenda a perdoar pode deixar de lembrar-se de Deus. Portanto, o perdão é tudo o que precisa ser ensinado, porque é tudo o que precisa ser aprendido. Todos os bloqueios à lembrança de Deus são formas que não foram perdoadas, e nada mais. Isso nunca é claro para o paciente, e raramente para o terapeuta. O mundo convocou todas as suas forças contra essa única consciência, pois nela se acha o fim do mundo e de tudo o que ele representa.

Contudo, a consciência de Deus não é uma meta razoável para a psicoterapia. Isso virá quando a psicoterapia estiver completa, pois quando há perdão a verdade não pode deixar de vir. De fato, seria injusto que fosse preciso acreditar em Deus para conseguir um sucesso terapêutico. A crença em Deus também não é realmente um conceito significativo, pois Deus só pode ser conhecido. Acreditar implica que é possível não acreditar, mas o conhecimento de Deus não tem nenhum oposto verdadeiro. Não conhecer a Deus é não ter conhecimento, e é para isso que a negação do perdão conduz. Sem conhecimento, só se pode ter crenças.

Instrumentos de ensino diferentes fazem apelo a pessoas diferentes. Algumas formas de religião não têm nada a ver com Deus; e algumas formas de psicoterapia não têm nada a ver com a cura. No entanto, se aluno e professor se unem ao compartilhar uma única meta, Deus entrará em seu relacionamento porque Ele foi convidado a participar. Da mesma forma, uma união de propósito entre paciente e terapeuta restaura Deus ao Seu lugar de ascendência, primeiro através da visão de Cristo e, depois, através da memória do próprio Deus. O processo da psicoterapia é a volta à sanidade. Professor e aluno, terapeuta e paciente, todos são insanos, ou não estariam aqui. Juntos podem achar um atalho de volta, pois ninguém encontrará sanidade sozinho.
Se a cura é um convite a Deus para que Ele entre em Seu Reino, que diferença pode fazer como o convite foi escrito? Será que o papel importa, ou a tinta, ou a caneta? Ou é aquele que escreve que faz o convite? Deus vem àqueles que querem restaurar o Seu mundo, pois eles acharam o meio de chamá-Lo. Se duas pessoas estão unidas, Ele não pode deixar de estar presente. Não importa qual é o seu propósito, mas eles precisam compartilhá-lo integralmente para ter sucesso. É impossível compartilhar uma meta que não é abençoada pelo Cristo, pois o que não é visto pelos seus olhos é fragmentado demais para ser significativo.

Como a religião verdadeira cura, a verdadeira psicoterapia também não pode deixar de ser religiosa. Mas ambas têm muitas formas, porque nenhum bom professor usa um único enfoque para todos os alunos. Ao contrário, ele ouve pacientemente cada um e deixa-o formular o seu próprio currículo, não a meta do currículo, mas a melhor forma para o objetivo que ela estabelece para ele. Talvez o professor não pense em Deus como parte do ensinamento. Talvez o psicoterapeuta não compreenda que a cura vem de Deus. Eles podem ter sucesso onde muitos que acreditam que encontraram Deus falharão.

O que pode o professor fazer para garantir o aprendizado? O que deve fazer o terapeuta para trazer a cura? Só uma coisa: o mesmo requisito que a salvação faz a qualquer pessoa. Cada um tem que compartilhar uma meta com uma outra pessoa, e fazendo isso, perder todo o senso de interesses separados. Só fazendo isso é possível transcender as fronteiras estreitas que o ego quer impor ao ser. Só fazendo isso é possível que o professor e o aluno, o terapeuta e o paciente, eu e tu aceitemos a Expiação e aprendamos a dar assim como foi recebido.

A comunhão é impossível sozinho. Ninguém que se coloque à parte pode receber a visão de Cristo. Ela lhe é oferecida, mas ele não pode estender a mão para recebê-la. Que ele fique quieto e reconheça que a necessidade do seu irmão é a sua; e veja que ambas são satisfeitas como uma só, pois elas são a mesma. O que é a religião senão um instrumento para ajudá-lo a ver que isso é assim? E o que é a psicoterapia exceto uma ajuda nessa mesma direção? É a meta que faz com que esses processos sejam o mesmo, pois eles são um em propósito e têm que ser um em seus meios.

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PSICOTERAPIA - Propósito, Processo e Prática

 


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